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    A Divisão Farmoquímica ocupa uma área de 8.840m2 e está instalada no Complexo Industrial de Itapira. A unidade iniciou suas atividades em 1983 e sintetiza IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos) utilizados na produção de medicamentos do laboratório e comercializados para outras farmacêuticas nacionais e internacionais. O portfólio é composto por IFAs para a produção de analgésicos, anestésicos, antipsicóticos, antirretrovirais e tratamento de disfunção estéril entre outros.
    A Farmoquímica Cristália possui Cerificado de Boas Práticas de Fabricação concedido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para um portfólio de 37 produtos. O Cristália considera que a operação da Farmoquímica é estratégica para o País.
    Hoje, 53% dos IFAs utilizados na fabricação dos medicamentos do laboratório são produzidos nesta unidade, enquanto o Brasil importa cerca de 90% dos insumos necessários à produção de fármacos. A Farmoquímica Cristália tem um papel importante no desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos no âmbito nacional, quer seja na geração de moléculas inovadoras ou de farmoquímicos estratégicos.

    Know-how técnico-científico

    Os desafios impostos durante o desenvolvimento de IFAs impulsionam a busca por soluções que resultam em know-how técnico-científico para a companhia e seus colaboradores. O Cristália investe para nacionalizar a produção de fármacos.

    Exemplos de produtos inovadores introduzidos pela Divisão Farmoquímica e com patentes concedidas nos Estados Unidos da América, Europa e Ásia são: Sevoflurano estabilizado com propilenoglicol, S-cetamina, Novabupi e o Helleva, cujo princípio ativo é o carbonato de lodenafila, a primeira molécula de origem sintética concebida e desenvolvida integralmente por um laboratório nacional.

    Outros destaques ficam por conta de padrões fornecidos às farmacopeias internacionais, dentre os quais: ropivacaína (+ impurezas A e B), sufentanil e droperidol, enantato de flufenazina.

    O princípio ativo Efavirenz fabricado na Divisão Farmoquímica levou à licença compulsória, o que causou significativo aumento ao acesso do medicamento no SUS e redução do custo de programas de saúde do Ministério da Saúde. É o caso da produção de Antirretrovirais que abastecem o Programa Nacional da AIDS.O Cristália tem 94 patentes concedidas.

    Veja o quadro com as 94 patentes conquistadas pelo Cristália


    Uma história em constante evolução

    Até os anos 70, um reduzido número de empresas atuava, no Brasil, na área química ou de medicamentos. A partir daí, foi desenvolvida uma política industrial dedicada à montagem do grande parque petroquímico nacional, que fornece matéria-prima para as necessidades da química orgânica.

    Nos anos 80 surgia o Demprifar, programa que visava capacitar a indústria farmacêutica nacional com o objetivo de substituir a importação de princípios ativos pela produção local. Com base no sucesso alcançado nessa política pública, ao longo desses anos, desenvolveu-se um grande programa de incentivo à industrialização na área, apoiado pelo CODETEC. Foi neste contexto que, em 1983, o Cristália criou o Núcleo de Desenvolvimento Farmoquímico.

    Em 1988, houve uma mudança na estratégia que vinha sendo aplicada ao setor pelo Cristália, alterando o enfoque para a pesquisa, desenvolvimento e produção de IFAS (Insumos Farmacêuticos Ativos) com alto valor agregado, indisponíveis ao mercado nacional ou sujeitos a cotas de importação, garantindo assim a sua competitividade.

    A complexidade das moléculas sintetizadas foi aumentando, propiciando novos desafios aos pesquisadores. Muitos desses desafios culminaram em inovações e, a partir de 2000, surgiram os primeiros pedidos de patentes.

    Em 2002, houve a expansão do Núcleo, com o intuito de melhorar a estruturação do setor, sendo criada a Divisão Farmoquímica, que se empenha continuamente para que a empresa seja diferenciada no ramo, inclusive no desenvolvimento de moléculas inovadoras.

    Em 2008, foi iniciada a modernização da planta produtiva cuja fase I entrou em operação em 2009. Em 2010 a fase II começou a operar. A área de manufatura adquiriu um novo desenho conceitual, além de automação e aumento da capacidade produtiva.

    Em 2012, foram inauguradas as novas instalações de Pesquisa e Desenvolvimento Farmoquímico, com infraestrutura de laboratórios dotada de equipamentos de última geração que permite a realização de múltiplos projetos de desenvolvimento.

    Em 2015, visando a ampliação para o armazenamento de produtos, um novo almoxarifado com cerca de 1400 m² e um parque de tanques para solventes controlado por sistema automatizado entraram em operação.

    Em breve, será inaugurada a nova planta de Insumos Farmacêuticos Ativos de Alta Potência, completamente dedicada a produtos com elevada atividade farmacológica e toxicológica tais como princípios ativos utilizados em oncologia.

    Nesta estrutura, serão realizadas todas as etapas produtivas para obtenção de insumos ativos, desde o desenvolvimento das moléculas e dos processos até a produção industrial e a avaliação da qualidade assegurada pelos setores de controle e garantia.

    Devido à alta toxicidade dos produtos a serem manipulados, o complexo industrial e laboratorial será dotado de equipamentos e tecnologias de alta contenção para garantir a segurança ocupacional e a qualidade dos insumos.

     

    Portfólio em constante ampliação

    Setores que compõem a Planta Produtiva Industrial Farmoquímica:

    Almoxarifado

    Setor responsável pela gestão de estoques de reagentes, princípios ativos, produtos intermediários e finais.

    Controle de Qualidade

    Setor responsável pela análise de matérias-primas, intermediários, IFAs (Insumos Farmacêuticos Ativos), embalagens e processo produtivo.

    Garantia da Qualidade

    Setor responsável por promover ações contínuas de aperfeiçoamento e melhoria da qualidade em processos e serviços. É também o responsável pela implementação do Sistema da Qualidade desde o desenvolvimento do produto até sua distribuição ao mercado.

    Manutenção

    Setor responsável pela manutenção preventiva e corretiva dos equipamentos e utilidades de toda a Divisão.

    Pesquisa e Desenvolvimento em Farmoquímica

    Possui uma equipe de profissionais altamente qualificados (mestres e doutores) os quais estão em constante atualização a respeito das tendências e inovações tecnológicas e que são responsáveis pelo desenvolvimento dos processos produtivos bem como a concepção de moléculas inovadoras. Com os avanços terapêuticos na linha de insumos farmacêuticos ativos de alta potência, destaca-se também a expertise no desenvolvimento de processos farmoquímicos nesta área.

    Cabe ainda salientar que há um grupo de pesquisadores especializados em propriedade industrial.