O Laboratório Cristália reafirma sua plena confiança na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e manifesta seu apoio integral ao corpo diretivo e técnico da Anvisa, em especial à Dra. Daniela Marreco e a todos os profissionais que dedicam suas carreiras à avaliação técnica, ética e independente de medicamentos, produtos biológicos e novas terapias voltadas à população brasileira.
Ao longo das últimas décadas, a ANVISA consolidou-se como uma das mais respeitadas agências regulatórias do mundo, sendo responsável por assegurar que medicamentos, vacinas, dispositivos médicos e novas tecnologias em saúde atendam aos mais elevados padrões de qualidade, segurança e eficácia antes de serem disponibilizados à sociedade.
A existência de uma agência reguladora forte, técnica e independente não representa um obstáculo à inovação. Pelo contrário. Ela é condição essencial para que a inovação seja legítima, confiável e segura. A história da medicina demonstra que inúmeras terapias consideradas promissoras em seus estágios iniciais não confirmaram seus benefícios quando submetidas a avaliações científicas rigorosas, enquanto outras apresentaram riscos relevantes que somente foram identificados por meio de estudos adequadamente conduzidos. É exatamente para proteger pacientes dessas incertezas que existem os marcos regulatórios e éticos da pesquisa clínica.
A ciência não se sustenta em convicções individuais, expectativas ou relatos isolados. Ela avança por meio da formulação de hipóteses, da geração sistemática de evidências, da reprodutibilidade dos resultados, da análise crítica dos dados e da avaliação independente por especialistas. O método científico foi desenvolvido justamente para minimizar os vieses inerentes à percepção humana, às emoções, às crenças e aos interesses individuais. Sem esse método, torna-se impossível distinguir, com segurança, aquilo que efetivamente funciona daquilo que apenas parece funcionar.
O compromisso ético da pesquisa clínica segue exatamente a mesma lógica. A bioética moderna estabeleceu princípios fundamentais, como respeito à dignidade humana, beneficência, não maleficência e justiça, para garantir que o desejo legítimo de encontrar tratamentos inovadores jamais se sobreponha à proteção dos pacientes. A história da medicina demonstra que muitos dos maiores avanços científicos surgiram justamente porque pesquisadores, reguladores e profissionais de saúde respeitaram rigorosamente esses princípios.
Nesse contexto, o uso compassivo, os acessos expandidos e outras modalidades especiais de tratamento representam instrumentos extremamente importantes e humanitários. Entretanto, essas alternativas não substituem a necessidade de geração de evidências clínicas robustas. Pelo contrário, devem coexistir com a condução responsável dos estudos que permitirão demonstrar, de forma inequívoca, os benefícios e os riscos associados a qualquer nova terapia.
A experiência vivida pelo Brasil durante a pandemia da COVID-19 constitui um exemplo marcante do valor da cooperação entre ciência, indústria farmacêutica e órgãos reguladores. Em um dos momentos mais desafiadores da história recente da saúde pública, a ANVISA demonstrou capacidade técnica, agilidade regulatória e profundo comprometimento com a população brasileira, sem jamais abrir mão dos critérios de qualidade, segurança e eficácia necessários à proteção da vida.
Durante esse período, o Cristália manteve interação contínua com a ANVISA em um esforço conjunto para ampliar a disponibilidade de medicamentos essenciais utilizados em unidades de terapia intensiva e hospitais de todo o país. Foram realizadas reuniões frequentes entre equipes técnicas da empresa e da Agência, permitindo que expansões produtivas ocorressem com rapidez, mas também com total observância dos requisitos regulatórios e das boas práticas de fabricação.
Graças a esse trabalho coordenado, o Cristália conseguiu multiplicar significativamente sua capacidade produtiva em um momento de extrema necessidade nacional, contribuindo para o abastecimento de medicamentos críticos utilizados no tratamento de pacientes graves. Esse resultado somente foi possível porque houve cooperação entre ciência, indústria e regulação, demonstrando que o verdadeiro avanço ocorre quando todos os atores trabalham com responsabilidade, transparência e foco na proteção da população.
Essa experiência deixou uma lição inequívoca: a regulação não é inimiga da inovação. A regulação é a ferramenta que permite que a inovação chegue aos pacientes de forma segura, confiável e sustentável. A confiança que a sociedade deposita em novos tratamentos depende diretamente da credibilidade dos processos científicos e regulatórios que sustentam seu desenvolvimento.
O Cristália tem profundo respeito por todos aqueles que convivem com doenças graves e por suas famílias, compreendendo a urgência que acompanha a busca por novas alternativas terapêuticas. É justamente por respeito a esses pacientes que acreditamos que toda inovação precisa ser avaliada sob os mais elevados padrões científicos, éticos e regulatórios. A esperança é um valor fundamental da medicina, mas ela deve caminhar ao lado da evidência.
Por essa razão, reafirmamos nosso compromisso inegociável com a ciência, com a ética, com a pesquisa clínica de qualidade e com o fortalecimento das instituições responsáveis por proteger a saúde pública brasileira. Reafirmamos igualmente nossa confiança na atuação da ANVISA e nosso apoio à Dra. Daniela Marreco, cuja trajetória profissional reflete os princípios de rigor técnico, responsabilidade pública e integridade que devem nortear todas as decisões relacionadas à saúde da população.
Acreditamos que o futuro da medicina será construído por meio do diálogo respeitoso, da geração contínua de conhecimento e do fortalecimento das instituições que garantem que esse conhecimento seja transformado em benefícios reais para os pacientes. É assim que vidas são protegidas. É assim que a confiança da sociedade é preservada. E é assim que a ciência cumpre sua missão de servir às pessoas.
Lidia Andreatta
Diretora de Marketing & Comunicação